Eu a Carol e a Bruna fomos conhecer esse famoso bairro de artistas, cafés e lojinhas pra turistas, lá no 18ème. Era um dia de muito frio, mas com sol, o que tornava tudo ainda mais lindo. Na verdade, de sol e neve. Um dia especial, portanto.
Nos demos o prazer de ir caminhando bem devagarzinho pelas ruinhas estreitas que levam a esse que é o bairro mais alto de Paris. Cada detalhe, desde as paredes do metrô até a Sacré-Coeur, cada detalhe merecia alguns minutos de parada e muitas fotos. Tudo lá é lindo.
Depois de caminhar muuuuito chegamos à maravilhosa Sacré-Coeur, uma das igrejas mais lindas daqui. Na frente dela tem uma escadaria onde turistas e franceses boquabertos ficam sentados observando a vista incrível: Paris toute entière. Nós fizemos o mesmo. Sentamos lá, tentando aproveitar a quentura ínfima do sol de inverno.
Tinha uma banda inglesa tocando na escadaria, o que dava um clima bem animado e ao mesmo tempo nostálgico pro momento. Chorei de tão lindo que foi. Chorei também porque foi a primeira vez que me dei conta de que minha vida vai ficar dividida entre antes dessa viagem e depois dela. Ainda que venham outras viagens. Essa terá sido sempre a primeira pra fora do Brasil. E cair aqui de primeira, é muita sorte, um privilégio enorme. Senti saudade antecipada de quando eu tiver que ir embora desse lugar, tão novo ainda, tão hostil às vezes, mas que começa a ser um pouquinho "meu" também.
Depois da vista maravilhosa, entramos na igreja. Linda por dentro também - não tem fotos porque era proibido.
Depois continnuamos nosso passeio pelo bairro e visitamos rapidinho o cemitério de Montmartre, onde estão enterrados Stendhal, Degas, Alexandre Dumas, Truffaut, entre muitos outros. Como o cemitério ia fechar logo e não tínhamos o mapa conosco, não encontramos os túmulos que querpiamos, mas valeu o passeio. A tarde caía e os corvos (por aqui tem muitos!) piavam, o que em si mesmo poderia parecer meio macabro, mas acabou sendo lindo.
No comecinho da noite, quando a cidade começa a se ascender, estávamos famintas e ficamos andando pra ver onde comeríamos nosso crepe. Procurávamos, é claro, o mais barato. Queríamos comer num restaurante, fechado, quente (já tínhamos passado o dia inteiro na rua, entre muito vento e alguma neve), mas o único com o preço razoável não ia abrir. Comemos crepe de rua -> essas "comidas de rua" aqui funcionam assim: normalmente tem uma vitrine ou um balcão de um estabelecimento virado pra fora, onde você pede seja lá o que for pra comer na rua. A pessoa que prepara sua comida, sem luvas, é a mesma que mexe com o dinheiro, o que em si mesmo é muito nojento, mas absolutamente relevável quando se está em Paris.
Comi um crepe enorme de queijo que estava absolutamente sem sal, o que fez com que eu acabasse comendo mais por fome do que por prazer. Decidimos nos dar a pequena alegria de entrar num lugar quente pra tomar um café e comer um doce.
Mais fotos de MOntmartre amanhã (são muitas!), estou muuuito cansada...
udinha! que lindo texto, que lindas fotos! que maravilha voce estar ai vendo tudo isso, sentindo tudo isso! vc é muito iluminada, com certeza a viagem será um divisor de águas! estou muito orgulhosa de voce. Olha só, já tem ate amigas brasileiras??? Quem sao? Te amo beijos
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