terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Montmartre, meu lugar preferido

Sabe aquele lugar que você olha e não acredita que existe, de tão lindo? E mais ainda: sabe quando você nem acredita que está num lugar desses? Essa foi a sensação que ficou do meu passeio em Montmartre, no último sábado.

Eu a Carol e a Bruna fomos conhecer esse famoso bairro de artistas, cafés e lojinhas pra turistas, lá no 18ème. Era um dia de muito frio, mas com sol, o que tornava tudo ainda mais lindo. Na verdade, de sol e neve. Um dia especial, portanto.

Nos demos o prazer de ir caminhando bem devagarzinho pelas ruinhas estreitas que levam a esse que é o bairro mais alto de Paris. Cada detalhe, desde as paredes do metrô até a Sacré-Coeur, cada detalhe merecia alguns minutos de parada e muitas fotos. Tudo lá é lindo.

Depois de caminhar muuuuito chegamos à maravilhosa Sacré-Coeur, uma das igrejas mais lindas daqui. Na frente dela tem uma escadaria onde turistas e franceses boquabertos ficam sentados observando a vista incrível: Paris toute entière. Nós fizemos o mesmo. Sentamos lá, tentando aproveitar a quentura ínfima do sol de inverno.

Tinha uma banda inglesa tocando na escadaria, o que dava um clima bem animado e ao mesmo tempo nostálgico pro momento. Chorei de tão lindo que foi. Chorei também porque foi a primeira vez que me dei conta de que minha vida vai ficar dividida entre antes dessa viagem e depois dela. Ainda que venham outras viagens. Essa terá sido sempre a primeira pra fora do Brasil. E cair aqui de primeira, é muita sorte, um privilégio enorme. Senti saudade antecipada de quando eu tiver que ir embora desse lugar, tão novo ainda, tão hostil às vezes, mas que começa a ser um pouquinho "meu" também.

Depois da vista maravilhosa, entramos na igreja. Linda por dentro também - não tem fotos porque era proibido.

Depois continnuamos nosso passeio pelo bairro e visitamos rapidinho o cemitério de Montmartre, onde estão enterrados Stendhal, Degas, Alexandre Dumas, Truffaut, entre muitos outros. Como o cemitério ia fechar logo e não tínhamos o mapa conosco, não encontramos os túmulos que querpiamos, mas valeu o passeio. A tarde caía e os corvos (por aqui tem muitos!) piavam, o que em si mesmo poderia parecer meio macabro, mas acabou sendo lindo.

No comecinho da noite, quando a cidade começa a se ascender, estávamos famintas e ficamos andando pra ver onde comeríamos nosso crepe. Procurávamos, é claro, o mais barato. Queríamos comer num restaurante, fechado, quente (já tínhamos passado o dia inteiro na rua, entre muito vento e alguma neve), mas o único com o preço razoável não ia abrir. Comemos crepe de rua -> essas "comidas de rua" aqui funcionam assim: normalmente tem uma vitrine ou um balcão de um estabelecimento virado pra fora, onde você pede seja lá o que for pra comer na rua. A pessoa que prepara sua comida, sem luvas, é a mesma que mexe com o dinheiro, o que em si mesmo é muito nojento, mas absolutamente relevável quando se está em Paris.

Comi um crepe enorme de queijo que estava absolutamente sem sal, o que fez com que eu acabasse comendo mais por fome do que por prazer. Decidimos nos dar a pequena alegria de entrar num lugar quente pra tomar um café e comer um doce.

















































Mais fotos de MOntmartre amanhã (são muitas!), estou muuuito cansada...

Um comentário:

  1. udinha! que lindo texto, que lindas fotos! que maravilha voce estar ai vendo tudo isso, sentindo tudo isso! vc é muito iluminada, com certeza a viagem será um divisor de águas! estou muito orgulhosa de voce. Olha só, já tem ate amigas brasileiras??? Quem sao? Te amo beijos

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