quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Louvre pra valer

Até onde sei o Louvre é o maior museu do mundo. Quando você entra nele você começa a ter a dimensão do que isso significa: conhecê-lo "por inteiro" equivale, em matemática, a "tende a infinito". Passar horas e horas dentro dele não garante que você veja nem 1/100 de tudo o que tem pra ver.

Dito isso, entrar no Louvre DE GRAÇA - sim, de graça para todos os menores de 26 anos que vivem na União Européia, como eu (!) - não tem preço. Saber que posso ir quando quiser e tentar alcançar isso que parece tão infinito me dá uma alegria imensa.

Eu, a Carol e a Bruna fomos lá num sábado, o que pode parecer loucura, uma vez que podemos ir quando quisermos. Sim, estava cheio, bem cheio. Mas isso não atrapalha em praticamente nada a visita. Você sai falando "pardon" ("com licença") pra cá, "pardon" pra lá e consegue ver o que quiser. E ver no Louvre não é só "enxergar", ler as plaquinhas e se admirar. Lá dentro é como se não existisse lá fora. Você começa a imaginar outros tempos, outros lugares, outras civilizações e quase se esquece de que está dentro de um museu de Paris.

Ok, pode parecer meio papo de "o mundo mágico da leitura/ ler nos permite acessar outros universos/ ler nos faz viajar" e blá blá blá, o que soa bem ridículo. Mas o Louvre é o "mundo mágico das civilizações"! História, geografia, literatura, desde os primórdios da escrita... tudo tem ali.

E, no fim das contas, é bem injusto pensar que tudo isso, que deveria ser um patrimônio da humanidade está ali, concentrado num museu de uma cidade da França, no continente europeu, que é só um de todos os que existem, que fica tão longe e inacessível pra tantas pessoas.

Pior ainda é se perguntar o que "tesouros" de civilizações inteiras fazem nesse lugar, que, na grande maioria dos casos, nem mesmo é seu lugar de origem. Objetos que não foram dados, nem emprestados, mas sim roubados, arrancados à força através de anos de guerra e opressão. Objetos que não contam a história dos franceses, em especial, mas que contam a história de toda a humanidade e que, portanto, a ela pertencem - ou deveriam mais justamente pertencer.


Papo "injustiças das civilizações" à parte:

HISTÓRIA

O Louvre foi construído em 1190 como fortaleza do rei Filipe Augusto para proteger Paris dos ataques dos vikings. O rei Francisco I substituiu o imponente solar por um edifício renscentista durante seu reinado. Quatro séculos passaram-se e reis e imperadores reformaram e ampliaram a estrutura inicial.

A pirâmide
A pirâmide de vidro do pátio principal - entrada principal do museu - foi desenhada pelo arquiteto I.M. Pei e inaugurada en 1989 (não tem nem a minha idade!).

O acervo
O acrevo do Louvre remonta à coleção iniciada por Francisco I (1515-47), que comprou muitos quadros italianos, dentre os quais La Gioconda (Mona Lisa, de da Vinci).

No reinado de Luís XIV (1643-1715) havia apenas 200 obras, mas doações e compras aumentaram a coleção.

O Louvre só foi aberto para visitação pública em 1793, depois da Revolução Francesa, e seu acervo só fez aumentar desde então.

Hoje o acervo se divide em:
- antiguidades orientais;
- antiguidades egípcias (só vi um pedacinho disso...);
- antiguidades gregas, estruscas e romanas;
- história do Louvre e Louvre medieval;
- pinturas;
- esculturas;
- objetos de arte;
- artes gráficas;
- artes do Islam;
- artes da África, Ásia, Oceania e Américas (coleção museu Quai Branly".

Lembrando que dentro de cada categoria dessas há subdivisões e subdivisões.

Quem vem pra Paris por alguns dias precisa escolher o que quer ver do Louvre, ok?! (indireta direta!).

No próximo post as fotos da minha primeira visita, um pedacinho de nada das Antiguidades Egípcias.

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